terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Situação do professor hoje

Vale aqui uma reflexão crítica deste estado!!

EDUCAÇÃO NA MÍDIA

 
22 de fevereiro de 2011

OPINIÃO: PROFESSOR EM FUGA

''Os professores estão fugindo não por covardia, mas em busca da própria dignidade'', diz artigo sobre a queda no número de formandos em cursos que preparam docentes

Não constitui surpresa saber que caiu o número de formandos em cursos que preparam docentes. O desinteresse dos adolescentes pelo magistério não se revelou repentinamente. Reflete processo que se corporifica há muito tempo no exercício do magistério, aliado à decadência do ensino público monitorado por políticas públicas equivocadas.

Como professora de Escola pública nas décadas de 70 a 90, fui testemunha da aplicação de leis, regimentos e normas pretensamente democráticas, inovadoras e revolucionárias, impostas ao professor como panacéias solucionadoras de todos os problemas educacionais. A Escola transformou- se em entidade predominantemente assistencialista e ao mestre era atribuída toda a responsabilidade pelo insucesso do aluno - a reprovação, se ultrapassada determinada porcentagem, era sinônimo de incompetência didática.

O professor foi perdendo sua autonomia e, sem ela, sente-se desprestigiado, desmotivado e desestimulado e seu aluno percebe esse desencanto. Para esse processo de desconstrução, vários outros fatores contribuíram. Entre eles, ainda da perspectiva do docente, destaco o tratamento dispensado aos cursos de formação de professores da Educação Básica.

Aos docentes que atuavam nesses cursos recomendava-se, não oficialmente, agir com complacência e não exigir muito do aluno na atividade didática, porque o perfil da clientela, segundo orientadores e diretores de Escola, era formado por adolescentes menos favorecidos economicamente, com poucos subsídios culturais e que, muitas vezes, ignoravam o alcance de sua vocação.

Não seria essa uma forte razão para se elevar o nível desses jovens? O que pensar de cursos de graduação em Pedagogia que serviram durante algum tempo de meio de aquisição de maior remuneração para docentes e acesso à classificação privilegiada na atribuição de aulas? Via e vejo nessa atitude facilitadora e desvirtuada uma contradição que só poderia resultar nesse quadro preocupante. Há soluções e elas já foram apontadas por pesquisadores. Falta aplicá-las. Os professores estão fugindo não por covardia, mas em busca da própria dignidade. 
Fonte: Jornal de Brasília (DF)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Como caminha a Educação

Vale uma reflexão sobre este artigo sobre a educação:


16 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO PRECISA DE NOVAS IDEIAS

Para especialista, ensino mundial faliu e Brasil está em risco


Vestindo traje casual e com forte sotaque luso, a fala de Pacheco foi muitíssimo bem-humorada, até como uma forma de atenuar a forte e dura mensagem crítica ao sistema deEducação, não só o brasileiro, mas mundial. Sua palestra foi fluida e contundente, cheia de emoção, fruto dos 35 anos de experiência como educador.

- Não adianta querer padronizar fórmulas de ensino. Há muitos meios de ensinar, mas não existe nenhum que sirva para todos os alunos - disse Pacheco.

Ele exaltou os valores e os talentos individuais dos educadores brasileiros, mas apontou grandes falhas estruturais no processo educacional do país, classificando o Brasil como um país em risco:

- O analfabetismo funcional grassa. De que adianta pensar em tecnologia de ponta numa sociedade que ainda tem 20% de analfabetos funcionais?

Segundo ele, as leis que regem o sistema educacional como um todo estão totalmente defasadas e, pior ainda, destacadas da realidade. Na Escola da Ponte, de que foi um dos criadores, as crianças de uma dada turma não precisam ter a mesma idade, mas sim, estarem num mesmo nível de aprendizado.

- Quem foi o jegue que estipulou que todas as crianças numa turma têm que ser da mesma idade? Um dos problemas mais sérios é a síndrome do pensamento único. A Educação está nas mãos de pessoas que não sabem o que é Educação - finalizou Pacheco.

- Mas não será este portuguesinho que dará a solução para os problemas educacionais do Rio e do Brasil. Não sei qual é a solução. Volto pra minha terrinha e deixo o problema aqui para vocês mesmos resolverem, pois há solução sim. Só depende de vocês. (Carlos Alberto Teixeira) 
Fonte: O Globo (RJ)
By: Prof. Durvanildo Santos