terça-feira, 12 de abril de 2011

Apagão de profissionais em Educação e os burocratas da educação ainda não perceberam!!

EDUCAÇÃO NA MÍDIA

 
11 de abril de 2011

DESINTERESSE POR CARREIRA DE PROFESSOR PODE CAUSAR "APAGÃO" DE PROFISSIONAIS

Piso nacional é de R$ 1.187; faxineira ganha R$ 1.200 com a mesma carga horária

Do R7, com Jornal da Record

Uma recente pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita em várias cidades do país, revelou que apenas 2% dos estudantes querem ser professores. O dado preocupa, pois indica que o futuro pode viver um apagão na educação do país.
A baixa remuneração é um dos principais problemas da área. O piso nacional é de R$ 1.187; uma faxineira ganha cerca de R$ 1.200 fazendo a mesma carga horária.
A desvalorização é outro dos principais fatores responsáveis pelo desânimo com a profissão. Foi-se o tempo em que o professor era valorizado e respeitado no Brasil, e a violência assusta os docentes.
Na USP (Universidade de São Paulo), sobraram 50% das vagas no curso de pedagogia deste ano. Seis anos atrás, uma cadeira era disputada por 18 candidatos. Hoje são apenas cinco.
Fonte: R7
Post: Prof. Durvanildo Santos

Bullying e as consequências!!

EDUCAÇÃO NA MÍDIA

 
12 de abril de 2011

OPINIÃO - BULLYING: VITAL AO GRUPO, MORTAL A QUEM O SOFRE

Não ser aceito ou sofrer humilhação dos elementos do grupo pode significar a impossibilidade de se tornar autônomo, crescer, fazer escolhas e tomar decisões independentes

Vítima constante de apelidos humilhantes e gozações inadequadas durante toda a infância e adolescência, um jovem aluno, de 18 anos, entra na Escola onde estudava e, com um revólver calibre 38, faz vários disparos, ferindo oito pessoas, e se suicida em seguida.
Esse triste fato aconteceu em 2004, na cidade de Taiuva, no interior de São Paulo.

Passados sete anos, em abril de 2011, um jovem ex-aluno entra na escola onde cursou parte do Ensino Fundamental e com dois revólveres, calibre 32 e 38, faz muitos disparos, ferindo e matando vários alunos para suicidar-se em seguida, após a intervenção de um policial militar.

Esses trágicos acontecimentos, felizmente, não são comuns na realidade brasileira, porém sua natureza nos leva à perplexidade e angústia. Assim, interrogamonos: por que esses jovens escolheram suicidarse em um cenário em que outros, sem culpa pela sua decisão, precisam morrer com eles? Por que voltar à escola e provocar a morte de inocentes?

Certamente as respostas não são evidentes e nem singulares; todavia há uma possibilidade para tão bárbara determinação: trata-se de pessoas gravemente perturbadas mentalmente, portadores de males que lhes tiram a percepção da realidade.
Diante da violência praticada nos episódios de 2004 e 2011 há, entre outras, uma questão que merece reflexão: os dois jovens eram introspectivos, de pouco ou nenhum relacionamento.

E, segundo relatos da mídia, sofreram bullying durante a vida escolar.
As pessoas vitimizadas por bullying não alcançam a solidariedade imediata das escolas.
Há poucos dias, uma cena gravada ganhou contornos midiáticos por conta do efeito YouTube: um rapaz australiano obeso, farto de ser vítima de bullying na Escola, resolveu reagir e agredir com violência quem o insultava. O vídeo se tornou sucesso na internet e só então foi notado e discutido pelos educadores da escola.
Quando se trata de um jovem adolescente, a negação dos pares causa muito sofrimento, uma vez que, para construir sua autonomia, é preciso o “rompimento simbólico” das referências familiares, principalmente em relação aos pais, e a aquisição de outras referências que são exclusivas de seu grupo. Nessa direção, não ser aceito ou sofrer humilhação dos elementos do grupo pode significar a impossibilidade de se tornar autônomo, crescer, fazer escolhas e tomar decisões independentes. Em outras palavras, se ele não existe para seu grupo, não existe para ninguém, inclusive para si mesmo.
O grupo, por sua vez, escolhe alguns membros e os elege como “vítimas sacrificiais”, são os “bodes expiatórios” nos quais o grupo projeta as limitações e imperfeições dos demais elementos. Isso para que o grupo sobreviva.

As pessoas todas, sem exceção, vivem conflitos grupais e o único meio de se livrarem desses conflitos é escolher um bode expiatório e depositar nele suas frustrações. Se tal procedimento é vital ao grupo, torna-se mortal para quem o sofre.
Não estou aqui para fazer a defesa dos jovens que cometeram os bárbaros disparos nas duas escolas, mesmo porque não conseguimos vislumbrar qualquer justificativa possível.
Todavia, não podemos esquecer que os dois jovens violentos foram alunos daquelas escolas.
Talvez pelo fato de serem “silenciosos”, não foram motivo de discussão ou atenção nas reuniões de conselho de classe, u1ma vez que ficavam quietos em seus cantos, sem incomodar o transcurso das aulas. Ou talvez, por serem distanciados de si mesmos e dos outros, não foram alvo de uma relação pessoal e mais presente de algum educador.

É simplificar demais, mas, sendo professora, faço-me uma pergunta: será que tais barbáries tiveram, para eles, o objetivo de manifestar uma dor insuportável? Queriam ser reconhecidos como colegas abarbarados e temidos? Queriam ser notados? Gostariam de ser chamados pelo nome e não pelo número? Desejariam ter um olhar educador que os reconhecesse como de fato eram e não como o grupo os definia?

Termino sem respostas, citando Bertolt Brecht:
“A árvore que não dá fruto
É xingada de estéril.
Quem examinou o solo?
O galho que quebra
É xingado de podre, mas não haveria neve sobre ele?
Do rio que tudo arrasta
se diz que é violento
Ninguém diz violentas
as margens que o cerceiam”.
Não ser aceito ou sofrer humilhação dos elementos do grupo pode significar a impossibilidade de se tornar autônomo, crescer, fazer escolhas e tomar decisões independentes. Em outras palavras, se ele não existe para seu grupo, não existe para ninguém, inclusive para si mesmo
Fonte: Jornal do Commercio (RJ)
Post: Prof. Durvanildo Santos

Apagão do Conhecimento eis a questão!!

12 de abril de 2011

OPINIÃO: APAGÃO DO CONHECIMENTO

Todas as pesquisas atestam que estamos vivendo um apagão em termos de mão de obra qualificada

Todas as pesquisas atestam que estamos vivendo um apagão em termos de mão de obra qualificada. Mas, por que isso ocorre quando, justamente, batemos recordes no que se refere à quantidade de pessoas ingressando no mundo acadêmico? Aumenta o número de alunos por sala de aula e diminui a qualificação da mão de obra? Como entender?

Veja bem: vivemos um momento de inovação tecnológica que, há algumas décadas, seria inimaginável. Tudo é movido por tecnologia, da mais simples tarefa até a mais complexa. A explicação é bastante razoável: com a globalização, passamos a ter acesso ao que há de melhor no mundo, mesmo que tal produto ou equipamento esteja do outro lado do planeta.

Dessa forma, as empresas adquirem equipamentos muito mais sofisticados e modernos. É natural que invistam, pois a competitividade é mundial, e não regional ou local. O consumidor decide onde quer comprar e que canal lhe é mais conveniente. No entanto, no momento em que uma nova máquina chega a uma determinada oficina, juntamente chegará a necessidade de admitir alguém capaz de operá-la. Não será fácil achar tal especialista no mercado, afinal, trata-se de um equipamento moderníssimo.

Não sobra opção para o empresário, senão tentar desenvolver a “prata da casa” (colaboradores já existentes na organização). Mas, por vezes, nem internamente será possível encontrar pessoa com capacidade intelectual para receber uma carga de informações tão grande sobre determinada tecnologia. É que, no Brasil, não se prepara pessoas para transformarem informações em conhecimentos. O sistema educacional se restringe a despejar informações e a cumprir um programa ridículo e antiquado. Vivemos um apagão da Educação de qualidade, embora o número de alunos por sala de aula venha aumentando!

Conhecimento só existe dentro da cabeça das pessoas. O que há por fora são apenas informações. Conhecimento é quando processamos uma informação e a transformamos em algo que possa agregar valor. A informação, por si só, não passa de um amontoado de dados que representam apenas meras abordagens teóricas.

Diante desse contexto, ficará difícil encontrarmos pessoas qualificadas para operar novas máquinas. Portanto, nossa carência vai além da falta de mão de obra qualificada, sofremos com a falta de capacitação intelectual.

Certa vez, criei um problema para meus alunos e propus que pensassem numa estratégia para resolvê-lo. Depois de algumas horas, percebi que possuíam grande dificuldade de pensar estrategicamente. Fomos “adestrados” para sermos tarefeiros. Pergunte a seu filho se alguém explicou a ele o real motivo que o levou a aprender sobre tabela periódica e equação de segundo grau. Se a resposta for: “para que eu possa me desenvolver intelectualmente e, assim, inovar em tudo que fizer”, ajoelhe-se e agradeça a Deus por seu filho não pertencer ao time que compõe o .
Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.
* Prof. Edison Andrades é Palestrante e escritor. Site: edisonandrades.com.br. 
Fonte: Folha de Pernambuco (PE)
Post: Prof. Durvanildo Santos

Semana Pedagógica no Francelina: Uma reflexão da prática

Nesta semana, do dia 11 a 15 de Abril, a escola Francelina Dantas, através da gestão e dos pedagogos promove juntamente com os professores a "Semana Pedagógica". É um momento de reflexão sobre a realidade da comunidade escolar para debates sobre o compromisso e papel dos professores do referido ambiente educacional, bem como identificar fatores que dificultam o processo ensino/aprendizagem e através de reflexões elaborar propostas e ações que viabilizem as melhorias necessárias.

Também é uma parada para realizar uma breve avaliação do que já foi trabalhado e verificar o que foi alcançado, estabelecendo novas estratégias que atenda com mais eficácia os objetivos traçados.

Nestes primeiros dias trabalhou-se sobre a questão dos alunos faltosos, indisciplinados, rendimentos alcançados e as motivações dos professores. Esboçou-se o fazer do educador e sua prática corroborando nuances aos descritores.

Diante disso, uma coisa é certa. A prática do professor deve estar construída no compromisso e no prazer. E isto envolve saber SER e saber Fazer.

By: Professora Meirilane e Prof. Durvanildo